6.9.08

Você voltou, meu amor, que alegria que me deu...


Fefê



2.9.08

Alhos por Bugalhos

O filhote confunde Xu*xa e An*a Maria Braga.
Também troca Fau*stão por Silvio S*antos.
Ou seja, ele não sabe quase nada sobre o quarteto.
E eu respiro aliviada...

Fefê



27.8.08

Academicês

- Na perspectiva de..
- Na dimensão de...
- Na esfera...
- Para além de...
- Dialogar com...
- Na interface...
- De que lugar se fala ?

Fefê



25.8.08

De repente, nos maçantes textos acadêmicos, a gente encontra - mesmo que em uma nota de rodapé - pérolas assim...

Franz Kafka e a parábola do homem moderno, comprimido entre o passado e o futuro :

"Ele tem dois adversários. O primeiro empurra-o de trás, a partir da origem. O segundo impede-o de seguir para diante. Ele luta com ambos. Na verdade, o primeiro apoia-o na luta contra o segundo, porque quer empurrá-lo para a frente, e, da mesma forma, o segundo apoia-o na luta contra o primeiro, já que quer forçá-lo a retroceder. Mas isto só em teoria é assim. É que não são apenas dois adversários que ali estão, também ele está ali, e quem é que verdadeiramente conhece as suas intenções? De todo modo, o seu sonho é poder, num momento de desatenção - mas para isso é precisa uma noite tão escura como nunca houve nenhuma -, saltar para fora da linha de combate e, por causa da sua experiência de luta, ser promovido a juiz dos seus adversários que se batem um contra o outro".


Fefê



18.8.08

Uai, why ??

De fato, o bom dos congressos também são os bate-papos, as trocas de figurinhas, o intervalo pro café...Na hora do lanche, acontecem grandes insights e boas gargalhadas, que ninguém é de ferro...Foi assim com os paulistas que conheci semana passada. Viraram amigos de infância porque são do bem e porque fizemos uma farra boa durante o passeio no qual apresentei a eles as belezas da capital mineira!... Quando nos conhecemos, logo surgiu o indefectível assunto "sotaque". Em um país como o nosso, de tantas variantes linguísticas, ficamos combafulando sobre os modos de dizer de cada um, os regionalismos. E não é que lá pelas tantas, a tradutora, que interpretava a fala de um conferencista inglês, tasca um "uai" no meio da fala?... Essa tem que entrar para os anais do congresso...


Fefê



9.8.08

Sou suspeita para falar porque, quando se trata do amor, nunca se é isento... Mas, neste sábado, ele se superou. Uma crônica saborosa, digna de todos os elogios :

POIS É...
Pudim sem culpa
'Neto é a gente mesmo, demais, vindo lá atrás, num ponto qualquer da linha da vida. É a idéia de continuidade, da presença no tempo, representação do infinito'

(Maurício Lara)



Sabe o que é neto? Neto, dizem, é filho com açúcar. É, pode ser, mas não é só isso. Neto é um prato de pudim, daqueles grandes, sem culpa. Isso mesmo, neto é um prato de pudim sem culpa. Pode comer, não faz mal. Não é de padaria, nem de supermercado, nada industrial; é quitanda da boa, receita de família, do caderno da vovó, daquelas guardadas e embrulhadas para presente. Nada de adoçante, é açúcar mesmo, de cana, cristal, adicionado a gosto, um tanto bom. Neto é pudim que não aumenta glicose, não engorda, não tem colesterol. Pode comer, repetir, raspar o prato, lamber os beiços, não é falta de educação, ninguém repara, ninguém condena. Pode limpar a boca no forro da mesa, sujar os ouvidos, respingar nos olhos, molhar os cabelos.


Neto é isso, ou mais que isso. Neto é a gente mesmo, demais, vindo lá atrás, num ponto qualquer da linha da vida. É a idéia de continuidade, da presença no tempo, representação do infinito via repetição, ou via inovação. Renovação, quem sabe. Começar de novo. Neto é a idéia de geração, talvez, experimentação; é a gente, talvez, melhorado. Neto pode, neto a gente deixa o que quiser, neto é sem censura, neto nunca é demais. Neto é filho que olha, que reprime, que educa, não é avô.

E neta, sabe o que é neta? É Manuela que vem chegando, devagar, com espera de nove meses. Manuela que vai se juntar a João, Matheus e Henrique, que vai entrar na farra, fazer bagunça, rir desbragada, crescer integrada. Essa turma é para criar solta, feito passarinho, sem contrariar. É dar de comer e afagar, é ver crescer e apreciar, é observar e acreditar.

Neto é a balbúrdia e o silêncio, é a algazarra e a paz, é a festa e o melhor, esperar por ela. Neto é depois, mas chega primeiro ao pote, com sede, mas sem quebrar. É o santo sem pés de barro, é o andor mais decorado e mais leve, que tem cheiro de flor. Neto é antigo, mais velho que a serra, tão novo que nem aconteceu. Neto é uma surpresa continuada, um riso continuado, uma esperança continuada.

Neto é dobrar a esquina, romper a subida, remover a montanha; é o moto-contínuo, energia renovável, desenvolvimento sustentável, rotina agradável, intenção louvável. Neto é sentimento bom, manhã de domingo, tarde de férias no quintal da casa da avó. O segredo é treinar com filho para aprender com neto, que é ensinamento, firmamento, endeusamento, agradecimento, amaciamento. É passado e futuro.

É o que já foi e o que bem virá. É o porvir, a surpresa, o bilhete premiado, a razão sem explicação. Neto é a negação do sentimento de que o mundo não tem jeito, é a superação do medo, a afirmação do bem, a sensação de paz. É tirar sapato apertado, é um copo de água fresca, é fazer xixi na piscina, é um abraço apertado.

Neto é a alegria da chegada da Manuela, de imaginar o futuro sem sombra e sem susto, uma verdade e uma certeza. É Manuela no berço, é Manuela na grama, é Manuela no peito, é Manuela espaçosa e à vontade no mundo. É Manuela depois de João, depois de Matheus. São eles na fila, no meio, na frente, na dianteira, elos da corrente. Neto é o velho vindo lá atrás, começando outra vez, escancarando o sorriso, expondo a alma, abrindo o coração. É o velho rolando no chão, fazendo travessura, perdendo a compostura, espantando a tristeza, esquecendo a braveza. Neto é amolecer sem perder a ternura. Neto é porque a vida vale a pena.



Fefê



6.8.08

Era uma vez...um garotinho que roubou a cena...

Fui assistir ao filme com muita expectativa de que rendesse inspiração pra minha pesquisa, mas saí do cinema bem desapontada. A discussão morro x asfalto é muito superficial. O enredo é confuso e estereotipado. Somente duas ou três sequências me envolveram, uma muito triste, a morte de uma criança, outra animadíssima, o baile funk no morro. Aliás, justiça seja feita, a trilha sonora é muito bacana. E antes, muito antes de comprar meu bilhete pro filme, assistindo ao making off, já havia me apaixonado pelo garotinho que interpreta o protagonista quando criança. Rodrigo Costa rouba a cena. Pra quem quiser conferir os bastidores,
aqui:



Fefê



4.8.08

365 dias (nada) comuns...

Uma idéia original e muito bacana. Em 2007, o arquiteto
Fernando Lara convidou os internautas a comentarem sobre um dia qualquer de suas vidas. Fernando transformou a rotina de cada um em uma aquarela. A exposição das telas está no Cozinha de Minas até setembro.Rua Gonçalves Dias, 45, Beagá.


Fefê



3.8.08

Graciliano Ramos:

"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxaguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."

Fefê



25.7.08

Um outro tempo

O tempo no interior de Minas tem uma outra lógica. Acorda-se muito cedo e dorme-se com as galinhas. Uma conhecida conta que mudou os hábitos e que, a partir de agora, acorda mais tarde...sete e meia da manhã! Talvez porque todos acordem muito cedo, o dia parece longo, bem mais longo que em outras partes. Depois do almoço, todo mundo faz a sesta. É um tempo em que a cidade pára. Para acelerar o ritmo, o relógio da matriz deu de adiantar. Há dias, toca quinze minutos mais cedo. Um novo tempo ?...

Fefê



8.7.08

Caminho tortuoso

Depois de quase seis meses, hoje, dirigindo pela cidade, peguei o caminho da universidade e não o do antigo trabalho. O lugar para o qual eu iria era nos arredores do ex-emprego. Quando dei por mim que ia distraidamente pra escola, uma sensação de que finalmente tô me apropriando da nova condição...

Fefê



3.7.08

Deus é pai !


Fefê



2.7.08

Desencanto...

Não havia conseguido me inspirar ainda depois dos 36, mas vou me esforçar... Como a gula é um prato cheio pra mim, recomendo : filé ao molho de jabuticaba com purê de batatas,
daqui. Aliás, o café é um canto que aprecio de longa data, no caminho de volta do malucólogo*, é parada obrigatória para reorganizar as idéias ou folhear um livro ou comer um petit gateau, que ninguém é de ferro ! Estive lá almoçando o dito filé no aniversário, três dias depois, no lançamento de um livro, e ainda, na segunda, em outra comemoração de aniversário. Quem passar por lá por esses dias, ainda pode apreciar as lindas telas da Mariana Gabarra...


*Termo cunhado pela inspirada amiga Helê Frida
Fefê



24.6.08

E hoje é o meu dia ...


Fefê



20.6.08

Hoje é dia de Maria...

Nasceu a
Maria Luísa, minha companheira de junho, somente quatro dias separam nossos aniversários. Subverteu as semanas de gestação e passou raspando do signo canceriano. Vai ser inventiva e especial como costumam ser os geminianos. Vida longa pra minha mais nova priminha que em sua estréia no mundo já se mostrou uma garotinha de atitude !...


Fefê

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